Novo tarifaço dos EUA passa a atingir 26,2% das exportações brasileiras, afirma indústria
Governo dos Estados Unidos anunciou sobretaxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros; CNI alerta para perda de competitividade e impactos na relação comercial entre os dois países.
16/07/2026 15:40
| Atualizado há 1 hora atrás
Por Prime Radio - A nova rodada de tarifas anunciada pelo governo dos Estados Unidos ampliou o alcance das sobretaxas sobre produtos brasileiros e passou a atingir 26,2% das exportações do Brasil para o mercado norte-americano, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A medida prevê a aplicação de uma sobretaxa adicional de 25% sobre parte das importações provenientes do Brasil. Para a indústria brasileira, a decisão agrava o cenário enfrentado pelos exportadores e tende a reduzir a competitividade dos produtos nacionais no principal mercado para a indústria de transformação brasileira.
Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o aumento das tarifas amplia a insegurança para empresas dos dois países e dificulta as relações comerciais construídas ao longo das últimas décadas. A entidade também destacou que, desde o início das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos, as exportações brasileiras para aquele mercado já registraram queda de 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões, impulsionada principalmente pela redução das vendas de bens industriais, como produtos siderúrgicos, derivados de petróleo e celulose.
Segundo a CNI, os efeitos do tarifaço já são percebidos em diversos estados brasileiros. No primeiro semestre, 20 das 27 unidades da federação reduziram suas exportações para os Estados Unidos. Estados como Sergipe, Ceará, Espírito Santo e São Paulo estão entre os mais dependentes do mercado norte-americano para suas vendas externas.
A sobretaxa de 25% integra uma política comercial anunciada pelo governo dos Estados Unidos após investigações conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). As autoridades norte-americanas alegam a existência de práticas comerciais consideradas desleais por parte do Brasil. Alguns produtos estratégicos permanecem excluídos da medida, conforme previsto pelo governo americano.
A CNI defende que os governos dos dois países intensifiquem o diálogo para buscar uma solução negociada, evitando novos impactos sobre cadeias produtivas integradas e sobre o fluxo bilateral de comércio.

Fontes consultadas: UOL Economia / Estadão Conteúdo / Agência Brasil
