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Setores de calçados e vestuário temem impactos de tarifa dos EUA sobre produção e empregos

Entidades da indústria alertam para perda de competitividade, redução das exportações e riscos a investimentos, enquanto defendem uma solução negociada entre Brasil e Estados Unidos.

Setores de calçados e vestuário temem impactos de tarifa dos EUA sobre produção e empregos
Tarifa adicional dos EUA preocupa setores da indústria brasileira e acende alerta para exportações, investimentos e empregos. — Foto: Monica Imbuzeiro/Agência O Globo

Por Prime Rádio - A possibilidade de aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros tem elevado a preocupação entre representantes da indústria nacional, especialmente dos setores de calçados e confecções. Entidades que representam essas cadeias produtivas afirmam que a medida pode comprometer a competitividade das empresas brasileiras no mercado norte-americano, reduzir as exportações e afetar a produção, os investimentos e a manutenção de empregos.



O setor calçadista é um dos mais apreensivos. A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) avalia que a elevação das tarifas dificulta a concorrência dos produtos brasileiros nos Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações do segmento. Segundo a entidade, o aumento dos custos pode inviabilizar parte das operações comerciais e levar à revisão das projeções de exportação para este ano.


Representantes da indústria também afirmam que o cenário de incerteza pode adiar investimentos e pressionar o nível de emprego em setores que dependem das vendas ao mercado externo. Além da queda na competitividade, empresários destacam que a substituição de fornecedores brasileiros por concorrentes de outros países pode reduzir a participação do Brasil no comércio internacional.


No segmento de vestuário e confecções, entidades compartilham da mesma preocupação. O entendimento é que uma redução nas exportações tende a afetar a atividade industrial e a cadeia produtiva como um todo, desde fornecedores até trabalhadores empregados nas fábricas.


Diante do cenário, representantes dos setores defendem que os governos do Brasil e dos Estados Unidos busquem uma solução negociada para evitar prejuízos às relações comerciais entre os dois países. As entidades argumentam que o diálogo diplomático é o caminho para preservar a competitividade da indústria brasileira e minimizar impactos sobre a economia e o mercado de trabalho.


Especialistas ressaltam que eventuais efeitos dependerão da duração das tarifas, da capacidade das empresas de redirecionarem exportações para outros mercados e das medidas que possam ser adotadas pelos governos para reduzir os impactos sobre a indústria nacional.



Fontes consultadas: UOL Economia / Estadão Conteúdo / Times Brasil | CNBC