Alcolumbre prorroga medida provisória que mantém subsídio para combustíveis e diesel
Extensão da validade da MP garante continuidade de mecanismo criado pelo governo para reduzir impactos da alta dos combustíveis no país
17/07/2026 13:30
Por Prime Rádio - O presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prorrogou por mais 60 dias a validade da Medida Provisória (MP) que autoriza a concessão de subsídios ao setor de combustíveis. A decisão mantém em vigor o mecanismo criado pelo governo federal para tentar conter a elevação dos preços dos derivados de petróleo no mercado brasileiro.

A medida provisória, identificada como MP 1.363/2026, permite o pagamento de subvenção econômica ao diesel rodoviário comercializado no Brasil. Conforme informações divulgadas sobre a norma, o benefício prevê um subsídio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel rodoviário.
A prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União e segue o procedimento previsto para medidas provisórias, que possuem validade inicial de 60 dias e podem ser prorrogadas por igual período caso ainda não tenham sido analisadas pelo Congresso Nacional.
A MP foi editada pelo governo federal em maio com o objetivo de reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O cenário de pressão sobre os valores esteve relacionado principalmente às instabilidades no mercado global de energia provocadas por conflitos no Oriente Médio.
Além do diesel, a medida também prevê mecanismos de apoio ao setor de combustíveis derivados de petróleo, incluindo subvenções destinadas a produtores e importadores. A continuidade do benefício ocorre enquanto o governo avalia ajustes na política de subsídios.
A manutenção da MP não representa, por si só, a transformação definitiva da medida em lei. Para isso, o texto ainda precisa ser analisado e aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado dentro do prazo de vigência estabelecido.
O subsídio aos combustíveis é uma política que costuma gerar debates entre governo, parlamentares e especialistas, principalmente em relação ao impacto fiscal para os cofres públicos e aos efeitos sobre consumidores, transportadores e setores que dependem do diesel como principal fonte de energia.

Fontes consultadas: Poder360 / CNN Brasil
