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Tarifaço dos EUA ainda não foi totalmente precificado pelo mercado e aumenta temor de guerra comercial

Analistas avaliam que possível retaliação brasileira pode ampliar tensão e transformar disputa tarifária em um conflito comercial mais amplo

Tarifaço dos EUA ainda não foi totalmente precificado pelo mercado e aumenta temor de guerra comercial
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Por Prime Rádio - O mercado financeiro ainda não incorporou completamente os possíveis impactos de uma nova elevação tarifária dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, segundo analistas ouvidos após o anúncio de medidas comerciais que elevaram as preocupações sobre uma possível escalada entre os dois países.




A avaliação predominante entre especialistas é que o cenário permanece incerto, principalmente diante do risco de uma reação do governo brasileiro. Caso o Brasil adote medidas de reciprocidade, como tarifas sobre produtos norte-americanos, a disputa inicialmente restrita a setores específicos poderia evoluir para uma guerra comercial mais ampla, com efeitos sobre empresas, investimentos e cadeias de produção.


A possibilidade de um aumento adicional de 12,5% nas tarifas é apontada como um fator de pressão para os mercados, que ainda avaliam quais setores seriam mais afetados e qual seria a resposta política dos dois governos. Para analistas, a ausência de uma definição clara sobre os próximos passos dificulta a precificação dos impactos econômicos.


O temor é que uma sequência de medidas e retaliações gere um ciclo de aumento de custos para empresas que dependem do comércio internacional. Em disputas comerciais anteriores envolvendo grandes economias, medidas de represália costumam afetar não apenas os governos envolvidos, mas também consumidores e empresas que participam das cadeias globais de fornecimento.


No Brasil, setores exportadores acompanham com atenção o desenrolar das negociações, especialmente segmentos com forte presença no comércio com os Estados Unidos. A avaliação é que o impacto final dependerá do alcance das tarifas, dos produtos atingidos e da duração do conflito.


Especialistas destacam ainda que uma eventual guerra comercial pode influenciar decisões de investimento, câmbio e expectativas de crescimento econômico. No entanto, ressaltam que ainda é cedo para dimensionar completamente os efeitos, já que negociações diplomáticas podem alterar o cenário antes da implementação definitiva das medidas.


O governo brasileiro afirmou que acompanha a situação e avalia alternativas dentro das regras do comércio internacional. Uma reação oficial mais ampla dependerá da confirmação das medidas tarifárias e de seus impactos sobre as exportações brasileiras.


Fontes consultadas: Reuters Brasil / Valor Econômico / Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)