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Secretária de Agricultura dos EUA defende tarifaço contra o Brasil e afirma que 'dias de injustiça estão no fim'

Brooke Rollins acusa Brasil de manter práticas comerciais desleais e cita desmatamento ilegal como um dos motivos para endurecimento das medidas contra produtos brasileiros

Secretária de Agricultura dos EUA defende tarifaço contra o Brasil e afirma que 'dias de injustiça estão no fim'
Secretária de Agricultura dos EUA, Brooke Rollins — Foto: Divulgação

Por Prime Rádio - A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, manifestou apoio à adoção de tarifas mais rígidas sobre produtos brasileiros, afirmando que os "dias de injustiça estão no fim". Segundo a integrante do governo norte-americano, produtores e agricultores dos Estados Unidos teriam enfrentado, durante anos, condições desfavoráveis de concorrência em razão de práticas comerciais consideradas desleais por Washington.




Em suas declarações, Rollins sustentou que o Brasil teria adotado políticas que colocaram o setor agropecuário norte-americano em desvantagem competitiva. Além das questões comerciais, a secretária também citou o desmatamento ilegal como um dos fatores que, na avaliação do governo dos Estados Unidos, justificam uma postura mais rígida nas relações comerciais entre os dois países.


A manifestação ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais envolvendo Brasil e Estados Unidos. O governo norte-americano tem reforçado o discurso de defesa dos produtores nacionais e argumenta que medidas tarifárias podem ser utilizadas como instrumento para combater práticas que considera prejudiciais à competitividade da agricultura dos EUA.


O Brasil figura entre os principais fornecedores de diversos produtos agrícolas para o mercado internacional, incluindo café, carne bovina, açúcar, suco de laranja e soja. Eventuais aumentos tarifários sobre produtos brasileiros podem afetar exportadores nacionais e provocar impactos nas cadeias produtivas dos dois países, dependendo do alcance e da implementação das medidas.


Até o momento, as declarações de Brooke Rollins representam a posição defendida pela secretária de Agricultura e integram a estratégia comercial adotada pelo governo norte-americano. Autoridades brasileiras acompanham o tema, enquanto representantes do agronegócio avaliam os possíveis reflexos das medidas para as exportações nacionais.


Especialistas em comércio internacional observam que disputas comerciais dessa natureza costumam envolver negociações diplomáticas e podem ser discutidas em fóruns internacionais, especialmente quando há questionamentos sobre compatibilidade com regras do comércio global.


Fontes consultadas: Reuters / Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)