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Justiça nega recurso de Jairinho para anular julgamento do caso Henry Borel

Tribunal rejeita pedido da defesa do ex-vereador, condenado a mais de 43 anos de prisão pela morte do menino Henry Borel; advogados afirmam que continuarão recorrendo da decisão.

Justiça nega recurso de Jairinho para anular julgamento do caso Henry Borel
Justiça nega recurso de Jairinho para anular julgamento do caso Henry Borel (Foto: Reprodução)

Por Prime Rádio - A Justiça do Rio de Janeiro negou um recurso apresentado pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, que buscava anular o julgamento que resultou em sua condenação pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A decisão mantém, por ora, os efeitos do júri popular realizado em junho deste ano, no qual Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão.



O recurso analisado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro questionava uma decisão anterior que negou a transferência do julgamento para outra comarca. A defesa sustentava que a ampla repercussão do caso teria comprometido a imparcialidade dos jurados e que isso justificaria a anulação do julgamento. No entanto, o pedido foi rejeitado pela Justiça. Segundo os advogados de Jairinho, novos recursos continuarão sendo apresentados nas instâncias competentes.

O ex-vereador foi condenado pelo Tribunal do Júri pelos crimes relacionados à morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. O julgamento durou 11 dias e tornou-se o mais longo da história do Tribunal do Júri do estado. Ao final, os jurados reconheceram a responsabilidade criminal de Jairinho, fixando a pena em 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão.

No mesmo julgamento, a mãe de Henry, Monique Medeiros, recebeu perdão judicial em relação à acusação de homicídio, decisão que também gerou recursos por parte do Ministério Público. Tanto a acusação quanto as defesas ainda podem recorrer de aspectos da sentença, conforme prevê a legislação brasileira.

O caso Henry Borel teve grande repercussão nacional desde a morte da criança, em março de 2021, e motivou debates sobre violência contra crianças e mecanismos de proteção à infância. A investigação concluiu que Henry morreu em decorrência de agressões, levando à denúncia e ao posterior julgamento dos envolvidos.


Fontes consultadas: Agência Brasil (EBC). / Folha de S.Paulo