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Homem processa OpenAI após alegar que conselhos do ChatGPT atrasaram busca por atendimento médico

Ex-pastor da Flórida afirma que chatbot minimizou sintomas que antecederam uma embolia pulmonar; empresa diz que ferramenta não substitui orientação médica profissional

Homem processa OpenAI após alegar que conselhos do ChatGPT atrasaram busca por atendimento médico
Pastor da Flórida processou a OpenAI alegando que seu chatbot, o ChatGPT, lhe forneceu “recomendações médicas extremamente perigosas” — Foto: Gabby Jones/Bloomberg

Por Prime Rádio - Um homem da Flórida, nos Estados Unidos, entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT, e contra seu CEO, Sam Altman, alegando que orientações fornecidas pelo chatbot contribuíram para que ele demorasse a procurar atendimento médico em uma situação que quase resultou em sua morte.



Segundo a ação apresentada pelo ex-pastor Scott Winters, o modelo ChatGPT-4o teria minimizado sintomas relatados por ele, incluindo episódios de tontura e sensibilidade na região da virilha, e teria recomendado que ele reduzisse atividades físicas e permanecesse em repouso. De acordo com a denúncia, o quadro evoluiu para uma embolia pulmonar, condição potencialmente fatal causada por um coágulo que bloqueia artérias dos pulmões.

O processo afirma que Winters buscou informações de saúde com o chatbot durante meses e que, em determinado momento, a ferramenta teria deixado de reforçar a necessidade de procurar um médico. A ação também alega que, após a hospitalização, o sistema teria dado orientações contrárias ao programa de reabilitação recomendado pelos profissionais de saúde.

De acordo com a acusação, médicos informaram que a embolia poderia estar relacionada ao longo período de imobilidade do paciente. A defesa de Winters sustenta que o comportamento do chatbot ultrapassou o fornecimento de informações gerais e teria representado uma orientação médica inadequada.

A OpenAI afirmou que sistemas de inteligência artificial podem auxiliar no acesso a informações de saúde, mas destacou que o ChatGPT não é um médico e não deve ser utilizado como substituto de avaliação, diagnóstico ou tratamento realizado por profissionais especializados.

O caso amplia o debate internacional sobre os limites e responsabilidades de ferramentas de inteligência artificial em áreas sensíveis, especialmente na saúde. Especialistas e autoridades têm discutido a necessidade de mecanismos de segurança mais rigorosos para evitar que usuários interpretem respostas de chatbots como recomendações médicas definitivas.

A ação judicial foi protocolada em um tribunal da Califórnia e ainda depende de análise da Justiça. As alegações apresentadas pelo autor do processo não representam uma conclusão judicial sobre eventual responsabilidade da OpenAI.


Fontes: Reuters / People