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Governo brasileiro manifesta preocupação após Ortega declarar fim das eleições na Nicarágua

Itamaraty afirma que decisão anunciada pelo líder nicaraguense ameaça princípios democráticos e ocorre em meio a críticas internacionais ao governo de Manágua

Governo brasileiro manifesta preocupação após Ortega declarar fim das eleições na Nicarágua
Presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acena durante ato pelos 47 anos da Revolução Sandinista, em Manágua — Foto: Cesar Perez/El 19 Digital/AFP

Por Prime Rádio - O governo brasileiro afirmou ver “com preocupação” a declaração do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, sobre o fim das eleições no país. A manifestação ocorreu três dias após o pronunciamento do líder nicaraguense, que anunciou medidas que, segundo autoridades e analistas, podem impedir futuras disputas eleitorais pela oposição.




A posição brasileira foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores e reflete a avaliação de que a manutenção de processos eleitorais livres e competitivos é um elemento essencial para a democracia e para a estabilidade política na América Latina. O Itamaraty não anunciou, até o momento, medidas diplomáticas específicas contra o governo da Nicarágua.


A declaração de Ortega gerou reações de governos estrangeiros e organizações que acompanham a situação política do país. O presidente nicaraguense afirmou que a oposição não retornaria ao poder por meio das urnas e indicou mudanças no sistema político nacional.


Daniel Ortega está no comando da Nicarágua desde 2007 e seu governo tem sido alvo de críticas internacionais relacionadas ao enfraquecimento de instituições democráticas, restrições à atuação de opositores e denúncias de violações de direitos humanos.


A crise política no país se intensificou após as eleições gerais de 2021, quando Ortega foi reeleito em um processo contestado por governos estrangeiros e entidades internacionais, que apontaram falta de garantias para uma disputa democrática.


A Nicarágua, localizada na América Central, tem enfrentado anos de tensão entre o governo sandinista e setores da oposição. A comunidade internacional acompanha com atenção as medidas adotadas por Manágua e seus impactos sobre a participação política e os direitos civis no país.


Fontes: Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) / NN Brasil / Poder360