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PL cancela pré-candidatura de pastora filmada agredindo entregador de móveis em Minas Gerais

Direção estadual do partido anunciou o cancelamento da pré-candidatura de Renata Vieira após repercussão nacional do caso; versão apresentada pela pastora é contestada pelo entregador.

PL cancela pré-candidatura de pastora filmada agredindo entregador de móveis em Minas Gerais
Renata Vieira foi filmada agredindo um entregador de móveis em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte — Foto: Reprodução

Por Prime Rádio - O Partido Liberal (PL) decidiu cancelar a pré-candidatura da pastora Renata Vieira ao cargo de deputada estadual em Minas Gerais após a ampla repercussão de um vídeo que mostra a religiosa agredindo um entregador de móveis durante uma discussão em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.



O episódio ocorreu no último dia 16 de julho e ganhou destaque nacional após as imagens serem divulgadas nas redes sociais. Os vídeos mostram Renata Vieira desferindo tapas contra o entregador, arremessando uma pedra em sua direção e entrando em luta corporal com o profissional durante a entrega de móveis em sua residência. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

Após a repercussão, o diretório estadual do PL anunciou o cancelamento da pré-candidatura da pastora e encaminhou o caso ao Conselho de Ética da legenda. A decisão foi tomada poucos dias antes da convenção estadual do partido, responsável pela homologação das candidaturas para as eleições de 2026.

Em pronunciamentos publicados nas redes sociais, Renata Vieira afirmou que reagiu após ser provocada e identificada como apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a pastora, a discussão teria sido motivada por questões políticas e ela também alegou ter sido vítima de agressões antes das cenas registradas nos vídeos que circularam na internet. Posteriormente, divulgou novas imagens que, segundo ela, reforçariam sua versão dos fatos.

O entregador, no entanto, contesta essa narrativa. De acordo com seu relato, a discussão teve origem durante a entrega dos móveis e nega que o conflito tenha sido motivado por posicionamento político ou pela identificação da cliente como bolsonarista. Sua versão diverge da apresentada pela pré-candidata e integra os elementos que serão analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação.

O caso permanece sob apuração da Polícia Civil de Minas Gerais, que deverá ouvir os envolvidos, testemunhas e analisar as imagens disponíveis para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e eventual responsabilização dos participantes. Até o momento, não houve conclusão oficial sobre os fatos investigados.


Fontes: UOL / O Fator