Preso usava redes sociais para escolher vítimas de quadrilha que assaltava casas de luxo no Rio
Investigação aponta que líder do grupo monitorava moradores da Zona Sul pelas redes sociais e repassava informações para facilitar invasões a imóveis.
06/08/2026 12:59
| Atualizado há 4 horas atrás
Por Prime Rádio - Um homem apontado pela polícia como chefe de uma quadrilha especializada em assaltos a residências de alto padrão na Zona Sul do Rio de Janeiro teria utilizado as redes sociais, mesmo dentro do sistema prisional, para identificar possíveis vítimas e orientar integrantes do grupo criminoso. Segundo as investigações, ele analisava publicações de moradores e repassava informações sobre rotina, localização e características dos imóveis.
A investigação indica que o suspeito, que já estava preso por outros crimes, continuava exercendo influência sobre a organização criminosa de dentro da unidade prisional. De acordo com a polícia, as informações coletadas nas redes sociais ajudavam os integrantes do grupo a selecionar residências consideradas mais vulneráveis para os ataques.
VÍDEO: O GLOBO
Segundo os investigadores, os criminosos buscavam imóveis de moradores com maior poder aquisitivo e utilizavam informações disponíveis publicamente na internet para planejar as ações. Fotografias de viagens, imagens de bens materiais e detalhes da rotina compartilhados pelos próprios usuários eram usados como referência para a escolha dos alvos.
A quadrilha atuava principalmente em bairros nobres da Zona Sul carioca, região que concentra áreas como Ipanema, Leblon, Copacabana e Jardim Botânico. Os roubos tinham como alvo apartamentos e casas de alto padrão, onde os criminosos procuravam dinheiro, joias, equipamentos eletrônicos e outros objetos de valor.
As autoridades afirmam que a atuação do grupo demonstra uma mudança no modo de planejamento de crimes patrimoniais, com criminosos utilizando ferramentas digitais para obter informações antes das ações. A polícia tem alertado moradores sobre os riscos da exposição excessiva de dados pessoais e da rotina nas redes sociais.
A investigação também busca identificar outros integrantes envolvidos no esquema e esclarecer o alcance da participação do suspeito que estaria comandando as ações a partir do presídio. Segundo a polícia, a comunicação entre os membros da quadrilha ocorria por diferentes meios e será analisada durante o avanço do inquérito.
O caso reforça a preocupação das forças de segurança com o uso de redes sociais por organizações criminosas. Especialistas em segurança recomendam que usuários evitem divulgar publicamente informações como viagens, horários de ausência da residência e detalhes sobre patrimônio.
Até o momento, as informações divulgadas são baseadas na investigação policial, e os suspeitos citados permanecem sujeitos aos procedimentos previstos na Justiça. A defesa dos envolvidos, quando apresentada, poderá se manifestar sobre as acusações.
Fontes utilizadas: Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro / G1

