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Grávida de 8 meses é sequestrada e assassinada em plano para roubar bebê na Colômbia

Investigação aponta que crime foi premeditado para retirar a bebê do ventre da vítima; cinco suspeitos foram presos e autoridades apuram a sequência exata das mortes.

Grávida de 8 meses é sequestrada e assassinada em plano para roubar bebê na Colômbia
María Camila Potosí Foto: reprodução/internet

Por Prime Rádio - A grávida de 8 meses María Camila Potosí, de 21 anos, foi sequestrada e assassinada em um crime que chocou a Colômbia e ganhou repercussão internacional pela crueldade. Segundo a Fiscalía Geral da Colômbia, a jovem foi atraída por uma mulher que havia conquistado sua confiança e fazia parte de um plano para roubar a bebê que ela esperava. As investigações indicam que a criança foi retirada do ventre da vítima enquanto María Camila ainda estava viva, mas não sobreviveu. Cinco pessoas foram presas suspeitas de participação no caso.



María Camila desapareceu em 16 de julho, após sair de casa, em Cali, acompanhada de uma mulher identificada pelas autoridades como Juliet (ou Yulieth) Angulo Escobar. Imagens de câmeras de segurança registraram a jovem deixando o local na garupa de uma motocicleta. Dias depois, seu corpo foi encontrado às margens do rio Meléndez, com sinais de violência, mãos e pés amarrados e sem a bebê no ventre.


De acordo com a investigação, Juliet Angulo teria fingido estar grávida durante meses para se aproximar da vítima em um programa de assistência a gestantes. A principal hipótese da Fiscalía é que ela pretendia apresentar a criança como filha biológica após não conseguir engravidar. Conversas obtidas pelos investigadores indicam que o crime foi planejado antecipadamente e contou com a participação de outros quatro suspeitos.


Maria Camila Posotí e imagem do funeral de Alahia — Foto: Reprodução / Redes sociais


Durante as audiências judiciais, os promotores afirmaram que María Camila foi levada para uma residência na região de Alto de Polvorines, em Cali. No imóvel, ela teria sido submetida a uma cesariana forçada enquanto ainda estava viva, com o objetivo de manter a bebê com vida. Em seguida, a jovem foi assassinada e seu corpo transportado até a região do rio Meléndez, onde foi abandonado pelos envolvidos no crime.


As autoridades colombianas informaram posteriormente que restos mortais encontrados nas proximidades pertenciam à bebê, que receberia o nome de Aleiah. Segundo a investigação, a criança nasceu com vida, mas morreu pouco tempo depois. A Fiscalía ainda busca esclarecer exatamente quanto tempo a recém-nascida permaneceu viva e em quais circunstâncias ocorreu sua morte.


Cinco pessoas foram presas e responderão, entre outros crimes, por feminicídio agravado, sequestro, desaparecimento forçado, ocultação de provas e outros delitos previstos na legislação colombiana. A promotoria sustenta que houve divisão de tarefas entre os suspeitos, desde a aproximação da vítima até o transporte do corpo e a tentativa de ocultar evidências. Até o momento, nenhum dos investigados confessou participação no crime.


O caso provocou grande comoção na Colômbia e mobilizou manifestações de familiares, moradores e organizações de defesa dos direitos das mulheres. Para autoridades locais, trata-se de um dos feminicídios mais brutais registrados no país nos últimos anos, tanto pela violência empregada quanto pelo planejamento atribuído ao grupo investigado. O episódio também reacendeu o debate sobre a proteção de gestantes e o combate à violência contra as mulheres.


As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime e a participação individual de cada suspeito. A Fiscalía informou que novas diligências e perícias seguem em andamento para complementar o processo criminal, enquanto os acusados permanecem à disposição da Justiça colombiana.


Fontes Utilizadas: El País (Colômbia) / UOL Notícias