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CIA monta força-tarefa para pressionar governo de Cuba, revela jornal

Reportagem afirma que agência de inteligência dos Estados Unidos busca ampliar pressão sobre Havana e incentivar mudanças na cúpula política; governo norte-americano não confirmou oficialmente a iniciativa.

CIA monta força-tarefa para pressionar governo de Cuba, revela jornal
CIA monta força-tarefa para desestabilizar governo de Cuba, revela jornal — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Por Prime Rádio - A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) criou uma força-tarefa dedicada a ampliar a pressão sobre o governo de Cuba e estimular mudanças na liderança política da ilha, segundo reportagem publicada pelo The Wall Street Journal. De acordo com o jornal, a estratégia faz parte de um plano mais amplo da administração do presidente Donald Trump para enfraquecer o regime cubano e incentivar a substituição de dirigentes considerados linha-dura por integrantes vistos como mais pragmáticos.




Segundo a publicação, a nova estrutura reúne analistas, especialistas em contrainteligência e agentes com experiência em operações relacionadas a Cuba. A reportagem afirma que a ilha passou a ser tratada como uma das principais prioridades da inteligência norte-americana, ao lado de países como China, Rússia e Irã. O objetivo seria identificar divisões dentro da elite política e militar cubana e ampliar a pressão econômica, diplomática e política sobre o governo de Havana.


O Wall Street Journal afirma que Washington pretende explorar o agravamento da crise econômica enfrentada por Cuba, marcada por escassez de combustíveis, apagões frequentes, inflação elevada e dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos. A avaliação de autoridades norte-americanas, segundo a reportagem, é que o cenário aumenta a possibilidade de mudanças internas na estrutura de poder do país.


Nos últimos meses, os Estados Unidos intensificaram as medidas contra Havana. Entre elas estão novas sanções econômicas, restrições a empresas ligadas às Forças Armadas cubanas e ações voltadas a reduzir fontes de receita do governo. Paralelamente, o diretor da CIA, John Ratcliffe, realizou uma rara visita a Havana para se reunir com autoridades cubanas, em um encontro que ocorreu em meio ao agravamento da crise energética na ilha.


A estratégia descrita pelo jornal também inclui esforços para ampliar contatos com setores considerados mais moderados dentro da estrutura estatal cubana. Segundo a reportagem, autoridades norte-americanas acreditam que uma eventual transição política dependeria do apoio de integrantes do próprio governo, e não apenas da oposição. Até o momento, porém, não há confirmação pública de que exista qualquer negociação nesse sentido.


O governo cubano tem rejeitado as iniciativas dos Estados Unidos e atribui a deterioração da economia principalmente ao embargo econômico imposto por Washington há mais de seis décadas. Havana também acusa os Estados Unidos de manter uma política de pressão permanente destinada a promover uma mudança de regime, alegação frequentemente negada pelas autoridades norte-americanas em termos operacionais, embora Washington defenda reformas políticas e econômicas na ilha.


Especialistas ouvidos por veículos internacionais avaliam que uma mudança política em Cuba enfrenta obstáculos maiores do que os observados em outros países da região. Entre os fatores apontados estão a forte centralização do poder, a influência das Forças Armadas e dos órgãos de segurança, além da limitada atuação de grupos de oposição dentro da ilha.


Até o momento, a Casa Branca e a CIA não anunciaram oficialmente a criação da força-tarefa descrita pelo The Wall Street Journal. As informações permanecem baseadas na apuração do jornal e foram repercutidas por outros veículos internacionais, enquanto o governo dos Estados Unidos mantém a política de ampliar a pressão econômica e diplomática sobre Cuba.


Fontes Utilizadas: The Wall Street Journal / El País / Reuters