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Vôlei brasileiro vai exigir teste genético para atletas mulheres nas competições

Confederação Brasileira de Voleibol anuncia nova regra para verificar a elegibilidade na categoria feminina a partir da próxima temporada nacional.

Vôlei brasileiro vai exigir teste genético para atletas mulheres nas competições
Vôlei brasileiro vai exigir teste genético para atletas mulheres nas competições (Foto: Reprodução)

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou uma nova regra para a participação de atletas nas competições femininas da modalidade. A partir da próxima temporada, as jogadoras deverão passar por um teste genético como parte dos procedimentos de verificação para participação na categoria feminina.

A medida foi divulgada pela entidade em 14 de agosto de 2026 e está relacionada às novas diretrizes internacionais adotadas para estabelecer critérios de elegibilidade no esporte feminino. A regulamentação prevê a utilização de análise genética para identificar a presença do gene SRY, localizado no cromossomo Y.



De acordo com informações divulgadas pela imprensa, a exigência deverá alcançar as principais competições organizadas ou reconhecidas pela CBV. Entre elas estão a Superliga A e B da temporada 2026/2027, a Supercopa de 2026, a Copa Brasil de 2027 e torneios nacionais de vôlei de praia.

O procedimento será utilizado como critério de elegibilidade para as categorias femininas. A regra estabelece que a participação dependerá do resultado do exame previsto no protocolo adotado pela entidade.

A decisão brasileira acompanha uma mudança mais ampla no cenário esportivo internacional. Em março de 2026, o Comitê Olímpico Internacional anunciou uma política que prevê a utilização de testes para determinar a elegibilidade de atletas na categoria feminina nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A Federação Internacional de Voleibol (FIVB) também passou a aplicar procedimentos relacionados ao gene SRY em competições internacionais.

O exame mencionado nas diretrizes pode ser realizado a partir de material biológico, como sangue ou amostra bucal, para análise do DNA. O objetivo do procedimento é verificar a presença ou ausência do marcador genético utilizado no protocolo.

A mudança anunciada pela CBV repercutiu entre atletas e integrantes do voleibol. A jogadora Tifanny Abreu, do Osasco, afirmou estar muito abalada com a nova regulamentação e declarou que pretende buscar medidas para continuar defendendo sua participação no voleibol feminino. O posicionamento foi divulgado publicamente neste domingo (16).

A seleção feminina de vôlei dos Estados Unidos também havia manifestado preocupação, em junho, com a forma de implementação dos testes genéticos. As atletas norte-americanas questionaram aspectos relacionados à privacidade das informações genéticas, ao armazenamento dos dados e à existência de procedimentos independentes para contestação de resultados.

A CBV informou que a nova regra será aplicada de acordo com os critérios definidos pela entidade e em consonância com as normas internacionais da modalidade.

A implementação dos testes deverá fazer parte dos procedimentos de inscrição e verificação das atletas nas competições abrangidas pela regulamentação. A medida passa a integrar as regras do voleibol brasileiro para a próxima temporada.


Fontes: UOL – Esporte; Poder360 – Ciência e Saúde; ge – Esporte


Redação Prime Diário