cover
Tocando Agora:

CLIQUE E ACESSE O PRIME DIÁRIO  

Alfredo Gaspar reforça plano de Flávio Bolsonaro para endurecer combate ao crime

Vice de Flávio promete 500 mil vagas em presídios e ‘guerra’ ao crime organizado

Alfredo Gaspar reforça plano de Flávio Bolsonaro para endurecer combate ao crime
Alfredo Gaspar reforça plano de Flávio Bolsonaro para endurecer combate ao crime (Foto: Reprodução)

Por Prime Rádio - O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), reforça uma agenda eleitoral centrada no endurecimento da política de segurança pública. O programa apresentado por Flávio prevê a criação de cerca de 500 mil vagas no sistema penitenciário em quatro anos e a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima.



A segurança pública ocupa posição central na campanha de Flávio Bolsonaro. O candidato apresentou em junho o programa “Brasil sem Medo”, com 12 propostas para a área. Entre as medidas anunciadas estão a ampliação do sistema prisional, o isolamento de líderes de organizações criminosas, o combate ao uso de celulares dentro das unidades penitenciárias e a criação de uma estrutura nacional de monitoramento e reconhecimento facial.

A proposta de 500 mil novas vagas foi apresentada pelo próprio Flávio Bolsonaro em diferentes eventos de campanha. Em junho, o senador afirmou que pretende zerar o déficit carcerário do país em quatro anos. Segundo ele, a expansão do sistema penitenciário seria necessária para ampliar o encarceramento de integrantes de facções, traficantes e autores de crimes patrimoniais.

O plano também prevê a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima. De acordo com a proposta apresentada pelo candidato, essas unidades se somariam aos cinco presídios federais existentes e formariam um complexo destinado a abrigar presos considerados de alta periculosidade e lideranças de organizações criminosas. O modelo anunciado é inspirado no sistema prisional adotado em El Salvador durante o governo de Nayib Bukele.

Flávio chamou a estrutura planejada de “Treva” e defendeu o isolamento de chefes de facções para impedir que continuem comandando organizações criminosas a partir das penitenciárias. Entre outras medidas, o programa prevê restrições ao uso de celulares e mudanças nas regras de visitas de presos classificados como integrantes de organizações criminosas.

Embora a promessa das 500 mil vagas e dos cinco novos presídios tenha sido formulada por Flávio Bolsonaro, a escolha de Alfredo Gaspar como vice reforça o peso dado pela chapa à pauta de segurança. Gaspar construiu sua carreira como promotor de Justiça, foi procurador-geral de Justiça de Alagoas e ocupou duas vezes o cargo de secretário estadual de Segurança Pública antes de chegar à Câmara dos Deputados.

A trajetória de Gaspar inclui atuação no combate ao crime organizado. Registros oficiais da Câmara mostram que, antes de integrar a chapa presidencial, ele já utilizava o discurso de enfrentamento às organizações criminosas como uma das principais bandeiras de sua atuação parlamentar. Em pronunciamentos, o deputado defendeu uma política mais dura contra facções e criticou o que classificava como leniência do poder público diante da criminalidade.

A proposta da chapa também inclui mudanças na legislação penal. Flávio já defendeu medidas como a redução da maioridade penal para determinados crimes, o fim ou restrição da progressão de regime em situações específicas e penas mais rígidas para crimes relacionados a celulares roubados. Algumas dessas mudanças dependeriam de aprovação do Congresso Nacional e, em determinados casos, de alterações legislativas ou constitucionais.

Outro eixo do programa é o combate às organizações criminosas nas fronteiras. O plano prevê a criação de um Sistema Nacional de Fronteira, com participação das Forças Armadas, além de maior integração de recursos de inteligência e monitoramento. Flávio também propôs uma estrutura chamada “Muralha Brasileira”, com uso de reconhecimento facial e integração de dados para localizar foragidos e auxiliar na prevenção de crimes.

A agenda de segurança é apresentada pela campanha como uma resposta ao avanço das facções criminosas e à percepção de insegurança existente em diferentes regiões do país. Ao mesmo tempo, as propostas representam compromissos eleitorais de uma eventual administração e não medidas em vigor. A construção das novas unidades prisionais, a criação de centenas de milhares de vagas e eventuais mudanças na legislação dependeriam de planejamento orçamentário, decisões administrativas e, conforme o caso, aprovação do Congresso.

Flávio Bolsonaro registrou sua candidatura à Presidência da República para as eleições de 2026, tendo Alfredo Gaspar como vice em uma chapa composta pelo PL. A campanha tem utilizado a segurança pública como um dos principais temas de mobilização eleitoral.

A proposta de expansão do sistema penitenciário, portanto, está entre as principais promessas da chapa para a área de segurança. O desafio, em um eventual governo, seria transformar essas metas em políticas públicas executáveis, considerando custos, capacidade de construção, gestão penitenciária, divisão de competências entre União e estados e as exigências legais para mudanças no sistema criminal.


Fontes utilizadas: UOL / Agência Estado / Folha de S.Paulo / Câmara dos Deputados / BandNews / Itatiaia