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Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos eleitores, e Lula por 45%

Pesquisa mostra que os dois principais nomes da disputa presidencial concentram os maiores índices de rejeição; levantamento foi realizado após o início oficial da campanha

Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos eleitores, e Lula por 45%
Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos eleitores, e Lula por 45% (Foto: Reprodução)

Por Prime Rádio - O senador Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 46% dos eleitores brasileiros, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 45%, segundo a nova pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). Os dois apresentam os maiores índices de rejeição entre os candidatos testados pelo instituto.




Na pesquisa, os entrevistados foram questionados sobre em qual candidato não votariam de jeito nenhum. O resultado mostra uma diferença de apenas um ponto percentual entre Flávio e Lula, dentro da margem de erro do levantamento.


A pesquisa é a primeira realizada pelo Datafolha após o início oficial da campanha presidencial e o registro das candidaturas. O instituto entrevistou 2.058 eleitores em 127 cidades. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o código BR-04496/2026, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.


Lula lidera no primeiro turno


Além da rejeição, o levantamento mediu as intenções de voto para o primeiro turno. Lula aparece com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%.


Na sequência, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3%. Augusto Cury (Avante) tem 2%. Samara Martins (UP), Wilton Grassi (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) registram 1% cada.


Oito por cento dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam responder.


No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 32% das menções, ante 19% de Flávio Bolsonaro. Segundo o levantamento, Lula tinha 30% nesse quesito na pesquisa anterior, enquanto Flávio registrava 17%.


Segundo turno tem vantagem numérica de Lula


Em uma eventual disputa de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 43% do senador.


A diferença é de quatro pontos percentuais e, considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, os números devem ser interpretados dentro do intervalo estatístico da pesquisa.


O Datafolha também testou confrontos de Lula contra outros candidatos. O presidente aparece com 47% contra 40% de Ronaldo Caiado e com 48% contra 38% de Romeu Zema.


Rejeição permanece concentrada nos dois principais candidatos


Os números de rejeição indicam que Flávio Bolsonaro e Lula continuam concentrando os maiores índices entre os nomes avaliados pelo Datafolha. Na pesquisa atual, 46% disseram que não votariam de jeito nenhum no senador, enquanto 45% deram a mesma resposta em relação ao presidente.


O resultado ocorre em um cenário no qual os dois candidatos também aparecem à frente nas intenções de voto para o primeiro turno. A elevada rejeição, portanto, convive com a liderança dos dois nomes nas simulações eleitorais apresentadas pelo instituto.


Outras pesquisas realizadas nas semanas anteriores também apontaram níveis elevados de rejeição para ambos, embora com percentuais diferentes em razão de metodologia, período de coleta e questionário. Em levantamento da Quaest divulgado em 14 de agosto, por exemplo, Flávio Bolsonaro registrou 54% de rejeição e Lula, 52%. Foram entrevistadas 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


Pesquisa foi realizada em meio a novos acontecimentos políticos


A coleta do Datafolha ocorreu em 18 e 19 de agosto. De acordo com a Folha de S.Paulo, revelações envolvendo suspeitas relacionadas a negócios do filho de Lula, Fábio Luís da Silva, começaram a repercutir no período da pesquisa e ganharam novos desdobramentos posteriormente.


O levantamento também foi realizado depois do início oficial da campanha eleitoral, o que permite uma comparação com pesquisas anteriores feitas durante a fase de pré-campanha.


Os resultados, contudo, representam a fotografia das preferências dos eleitores no período em que as entrevistas foram realizadas e não constituem uma previsão do resultado da eleição.


Fontes: Folha de S.Paulo / Datafolha / Poder360