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PF diz que nenhuma criança brasileira está entre resgatadas nos EUA e pede alerta da Interpol para Édson Davi

Menino desapareceu em janeiro de 2024, na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro; medida busca ampliar as possibilidades de localização por meio da cooperação policial internacional

PF diz que nenhuma criança brasileira está entre resgatadas nos EUA e pede alerta da Interpol para Édson Davi
Édson Davi Silva Almeida, de 6 anos, desapareceu na praia da Barra da Tijuca — Foto: Divulgação

Por Prime Rádio - A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (9) que nenhuma criança brasileira está entre as 163 crianças e adolescentes localizados recentemente nos Estados Unidos durante a Operação Statewide Shield. Ao mesmo tempo, a corporação comunicou que encaminhará à Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) um pedido para incluir na Difusão Amarela o nome de Édson Davi da Silva Almeida, menino que desapareceu aos 6 anos na praia da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, em 4 de janeiro de 2024.




Segundo a PF, a solicitação de inclusão de Édson Davi na Difusão Amarela foi motivada pelo contato da mãe da criança com a instituição. O Núcleo de Cooperação Policial Internacional da PF no Rio de Janeiro adotou as providências necessárias para formalizar o pedido junto à Interpol. A mãe foi novamente contatada nesta quarta-feira para providenciar a documentação necessária.


A Difusão Amarela é um mecanismo de cooperação policial internacional utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive quando existe a possibilidade de que estejam fora de seu país de origem. O pedido brasileiro ainda precisa ser analisado pela própria Interpol, que decide sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países-membros.


Nenhuma criança brasileira entre as 163 resgatadas


A Polícia Federal também esclareceu que, de acordo com informações fornecidas pelas autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas nos Estados Unidos durante a Operação Statewide Shield.


A operação foi realizada na Flórida entre 17 e 21 de agosto e resultou no resgate de 163 bebês, crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos. As autoridades americanas informaram que os menores estavam envolvidos em situações de abuso, negligência, exploração ou exposição a outras atividades criminosas.


A possibilidade de que crianças brasileiras estivessem entre as resgatadas levou familiares de menores desaparecidos no Brasil a procurar as autoridades para verificar eventuais correspondências. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que alguma das crianças encontradas nos Estados Unidos seja brasileira.


Desaparecimento de Édson Davi


Édson Davi desapareceu em 4 de janeiro de 2024, enquanto estava na praia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, o menino estava acompanhado do pai, que trabalhava em uma barraca na praia.


De acordo com informações divulgadas na época, o pai percebeu o desaparecimento por volta das 16h30. Câmeras de segurança e relatos de testemunhas foram analisados durante as investigações e buscas realizadas após o desaparecimento.


Nos primeiros dias, uma das linhas investigativas considerou a possibilidade de sequestro. Posteriormente, a Polícia Civil também passou a trabalhar com a hipótese de afogamento, diante da ausência de elementos que confirmassem a ocorrência de um sequestro. O paradeiro do menino, entretanto, permanece desconhecido.


A inclusão na Difusão Amarela representa uma nova medida de cooperação internacional para ampliar a possibilidade de localização da criança. A medida não significa que Édson Davi tenha sido localizado ou que exista confirmação de que ele esteja fora do Brasil.


O que é a Difusão Amarela


A Difusão Amarela é um alerta utilizado pela Interpol para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas. O mecanismo permite que informações sobre a pessoa sejam compartilhadas com autoridades policiais dos países integrantes da organização.


Após o encaminhamento feito pela autoridade policial brasileira, cabe à Interpol avaliar os dados fornecidos e decidir se o alerta será publicado e compartilhado internacionalmente.


Fontes: Polícia Federal; Agência Brasil; UOL.