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Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento

Tribunal adiou análise sobre a paralisação para quinta-feira (24); decisão anterior determina manutenção de 80% do efetivo durante a greve

Greve dos Correios continua após TST suspender julgamento
Correios - Agência Porto Maravilha — Foto: Júlia Aguiar / Agência O Globo

Por Prime Rádio - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu nesta segunda-feira (21) o julgamento do dissídio coletivo relacionado à greve dos Correios. Com a interrupção da sessão, a paralisação dos trabalhadores continua, e a análise do caso foi remarcada para quinta-feira (24), às 15h30.



A suspensão foi determinada pelo presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, após a apresentação de novos documentos no processo. Segundo o ministro, as entidades que representam os trabalhadores precisam ter prazo para analisar e se manifestar sobre o material antes da retomada do julgamento.

A sessão deverá ser retomada após o prazo de 48 horas concedido às federações. Entre os pontos que estão sendo analisados pelo tribunal está o pedido dos Correios para que a greve seja considerada abusiva. A eventual aplicação de multa às entidades sindicais também está em discussão.

A paralisação começou em 10 de setembro, depois de negociações entre os Correios e os representantes dos trabalhadores para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027 terminarem sem consenso. Um dos principais pontos de divergência envolve o plano de saúde destinado a empregados, aposentados e dependentes.

TST determinou manutenção de 80% do efetivo

Antes da sessão desta segunda-feira, o TST já havia determinado que 80% dos trabalhadores dos Correios fossem mantidos em atividade durante a greve. A decisão foi tomada em 12 de setembro pelo presidente do tribunal, após pedido da estatal.

Segundo a decisão divulgada pela Agência Brasil, o percentual mínimo foi estabelecido em razão do caráter essencial das atividades desempenhadas pelos Correios e dos possíveis impactos da paralisação sobre serviços prestados à população e compromissos relacionados às eleições de 2026.

A determinação permanece válida enquanto o processo segue em análise.

Negociações entre empresa e trabalhadores

Os Correios haviam recorrido ao TST antes mesmo da deflagração da greve. Em agosto, a empresa informou oficialmente que havia solicitado a mediação do tribunal para tratar do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.

Segundo a estatal, a proposta apresentada buscava preservar parte das cláusulas do acordo anterior, com manutenção integral de 56 cláusulas e ajustes em outras 21. As assembleias realizadas pelos trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela empresa.

Com o impasse, os trabalhadores iniciaram a paralisação em 10 de setembro.

Próximos passos

Com a suspensão do julgamento, a greve permanece em andamento até que o TST retome a análise do processo. A federação que representa parte dos trabalhadores orientou a categoria a manter a paralisação enquanto o julgamento não for concluído.

Na quinta-feira (24), os ministros deverão voltar a analisar a legalidade do movimento e as demais questões relacionadas ao dissídio coletivo. Até lá, permanece a determinação judicial para manutenção de 80% do efetivo dos Correios.

A estatal também informou que adotou medidas para preservar a continuidade das operações durante a paralisação, incluindo ações de reorganização das equipes e da logística.


Fontes consultadas: Agência Brasil — TST determina manutenção de 80% do efetivo · Correios — informações sobre o ACT 2026/2027 · Folha de S.Paulo — suspensão do julgamento no TST