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Datafolha aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro antes de novo levantamento após discurso na ONU

Pesquisa divulgada em 17 de setembro mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36% no primeiro turno; novo levantamento começou a ser realizado nesta terça-feira (22)

Datafolha aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro antes de novo levantamento após discurso na ONU
Candidatos a presidente: Lula, Flávio, Caiado, Renan Santos, Cury e Zema — Foto: Montagem de fotos

Por Prime Rádio -
A mais recente pesquisa Datafolha divulgada antes do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) mostrou uma disputa presidencial dentro da margem de erro entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL).



No levantamento divulgado em 17 de setembro, Lula registrou 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro apareceu com 36%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores presencialmente, em 125 municípios, entre os dias 15 e 17 de setembro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o Datafolha registrou 46% para o presidente e 44% para o senador. Como a diferença também está dentro da margem de erro, o resultado é classificado como empate técnico.

No primeiro turno, Augusto Cury (Avante) apareceu com 6%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, Renan Santos (Missão) com 3% e Romeu Zema (Novo) com 2%. Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) tiveram 1% cada. Brancos e nulos somaram 6%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Novo Datafolha começou a ser realizado nesta terça

O instituto iniciou um novo levantamento nacional nesta terça-feira (22), justamente na data do discurso de Lula na ONU. A pesquisa será realizada até quinta-feira (24), com 2.004 eleitores, e tem divulgação prevista para o próprio dia 24. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais.

Dessa forma, a pesquisa que poderá ser analisada em relação ao discurso de Lula na ONU será a próxima rodada do Datafolha, e não o levantamento divulgado em 17 de setembro.

O discurso de Lula na ONU

Em 22 de setembro, Lula participou da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O presidente abordou temas internacionais e também apresentou medidas e posições relacionadas ao cenário brasileiro.

Na área de segurança pública, Lula mencionou ações de combate ao crime organizado e afirmou que a chamada Lei Antifacção, recentemente aprovada, estabelece penas superiores às previstas para terrorismo. O presidente também citou a cooperação entre países amazônicos no combate ao crime organizado.

Outro ponto abordado foi o mercado de trabalho. Lula defendeu o fim da chamada escala 6x1, afirmando que a mudança permitiria ao trabalhador ter dois dias livres por semana. Segundo o presidente, a medida estaria relacionada à necessidade de ampliar o tempo destinado ao descanso, à qualificação e à convivência familiar.

O discurso também tratou de temas como conflitos internacionais, reforma do Conselho de Segurança da ONU, mudanças climáticas, regulação das grandes plataformas digitais, inteligência artificial e soberania nacional.

Cenário eleitoral

A pesquisa Datafolha de 17 de setembro foi realizada antes do discurso na ONU e, portanto, seus resultados não permitem medir eventual impacto da fala de Lula sobre as intenções de voto.

Outros levantamentos divulgados posteriormente também apontaram um cenário de proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro. Uma pesquisa Quaest realizada entre 17 e 20 de setembro, por exemplo, registrou 37% para Lula e 33% para Flávio no primeiro turno. Em uma simulação de segundo turno, o levantamento apresentou 42% para Flávio e 41% para Lula, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O novo Datafolha, iniciado em 22 de setembro, deverá fornecer dados posteriores ao discurso de Lula na ONU. Os resultados permitirão comparar a evolução das intenções de voto com os levantamentos anteriores, embora uma pesquisa isolada não seja suficiente para estabelecer uma relação causal entre um discurso específico e uma eventual mudança nas intenções de voto.


Fontes: Datafolha/Folha de S.Paulo; Agência Brasil; Reuters; UOL.