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Michelle cobre rosto de Bolsonaro ao criticar decisão do TRE-DF que barrou propaganda

Candidata ao Senado pelo Distrito Federal afirmou que o marido está sendo “injustamente perseguido” após a Justiça Eleitoral suspender peça de campanha que utilizava imagem e declaração atribuída ao ex-presidente

Michelle cobre rosto de Bolsonaro ao criticar decisão do TRE-DF que barrou propaganda
Michelle esconde o rosto do marido em vídeo publicado nas redes sociais — Foto: Reprodução/Redes sociais

Por Prime Rádio - A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), candidata ao Senado pelo Distrito Federal, criticou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) que determinou a suspensão de uma propaganda eleitoral de sua campanha que utilizava a imagem de Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (21), Michelle apareceu segurando uma fotografia do marido e cobriu o rosto dele com a mão.



Na publicação, Michelle afirmou que a decisão a obrigava a esconder a imagem do marido e disse considerar que Bolsonaro está sendo “injustamente perseguido”. Segundo ela, o ex-presidente estaria “preso, isolado e com a voz silenciada”. A candidata também declarou que uma sentença não mudaria a história que os dois construíram juntos. As afirmações são de Michelle e não constituem, por si só, uma conclusão da Justiça Eleitoral sobre o caso.

A decisão do TRE-DF foi tomada em 17 de setembro, após uma ação apresentada pela campanha de Erika Kokay (PT), que também disputa uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal. O juiz auxiliar Rafael Moreira Mota determinou a suspensão imediata da inserção e proibiu sua reapresentação no horário eleitoral gratuito.

De acordo com a decisão relatada pelos veículos que acompanharam o caso, a propaganda apresentava uma declaração atribuída a Jair Bolsonaro segundo a qual Michelle teria recebido dele uma “missão”. A peça também exibia fotografias do casal associadas à candidatura dela ao Senado.

Para o juiz, a combinação desses elementos transmitia ao eleitorado a ideia de apoio de Jair Bolsonaro à candidatura de Michelle. Na análise inicial do processo, o magistrado também apontou semelhanças entre o caso e uma decisão recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionada ao uso da imagem do ex-presidente em materiais de campanha.

A representação apresentada pela campanha de Erika Kokay sustentou que a propaganda utilizava a imagem e a trajetória política de Bolsonaro como elementos de apelo eleitoral e transferência de votos. A campanha também alegou que a peça contrariava restrições determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre manifestações de caráter político-eleitoral do ex-presidente, inclusive quando realizadas por terceiros.

Em caso de descumprimento da decisão, foi estabelecida multa diária de R$ 5 mil. A emissora responsável pela transmissão também deveria ser comunicada para impedir uma nova exibição da inserção suspensa. Michelle ainda pode apresentar defesa. Depois dessa manifestação, o Ministério Público Eleitoral deverá se pronunciar antes de uma nova análise do processo.

O registro oficial das candidaturas das Eleições 2026 no Distrito Federal confirma Michelle Bolsonaro entre as candidatas ao cargo de senadora. A relação foi divulgada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal em agosto.

Entenda a controvérsia

A discussão judicial não envolve apenas a presença física de Bolsonaro na propaganda, mas a forma como sua imagem e uma declaração atribuída a ele foram associadas à candidatura de Michelle. O TRE-DF avaliou, em caráter inicial, que essa combinação poderia transmitir uma manifestação de apoio político-eleitoral.

A decisão ainda não representa o encerramento do processo. A candidata poderá apresentar sua defesa, e o caso deverá passar pelas etapas processuais previstas antes de uma decisão posterior do tribunal.


Fontes: UOL e Metrópoles, com informações publicadas em 21 e 22 de setembro de 2026; Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), registro de candidaturas das Eleições 2026.