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Presidente da Colômbia ordena militarização de Santa Marta após ataques atribuídos a grupo armado

Medida foi anunciada pelo presidente Abelardo De La Espriella após operação que matou sete integrantes das Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada e uma série de ataques, bloqueios e veículos incendiados

Presidente da Colômbia ordena militarização de Santa Marta após ataques atribuídos a grupo armado
Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella fala durante coletiva de imprensa no Palácio de San Carlos, em Bogotá, em 12 de agosto de 2026 — Foto: Esteban Vega La-Rotta/AFP

Por Prime Rádio - O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, ordenou nesta terça-feira (22) o reforço da presença militar e policial em Santa Marta, capital do departamento de Magdalena, após uma escalada de violência atribuída às Autodefensas Conquistadoras de la Sierra Nevada (ACSN), também conhecidas como “Los Pachenca”.



A decisão ocorreu um dia depois de uma operação da Força Pública na região rural de Santa Marta que deixou sete integrantes da organização mortos, segundo informações divulgadas pelo governo colombiano. Entre os mortos está José Luis Pérez Villanueva, conhecido como alias “Cholo”, apontado pelas autoridades como segundo líder e responsável pelas finanças da estrutura criminosa.

De acordo com a Presidência da Colômbia, a operação foi realizada pela Polícia Nacional, por meio da Direção Antinarcóticos, em coordenação com a Fiscalía General de la Nación e com apoio da Força Aérea Colombiana. Além dos sete mortos, três pessoas foram capturadas e foram apreendidas armas e outros materiais de uso militar.

Ataques e bloqueios

Após a operação, foram registrados bloqueios em trechos da Troncal del Caribe, principal ligação rodoviária entre Santa Marta e áreas do norte do departamento. Também houve a queima de dois ônibus de transporte público no setor de Once de Noviembre.

Segundo a imprensa colombiana, comerciantes e transportadores também foram alvo de ameaças em meio ao anúncio de um possível “paro armado” de 48 horas atribuído às ACSN. A situação levou autoridades locais a instalar um Puesto de Mando Unificado para acompanhar a crise de segurança e coordenar a atuação das instituições.

A Prefeitura de Santa Marta informou que os episódios afetaram áreas como Guachaca, Bonda e Once de Noviembre. A resposta das autoridades envolve Polícia, Exército, Força Aérea e demais órgãos de segurança.

Reforço da presença das forças de segurança

Em declaração divulgada nesta terça-feira, De La Espriella afirmou ter determinado a militarização de Santa Marta e o emprego das capacidades da Força Pública para recuperar o controle territorial e proteger moradores, comerciantes e transportadores.

O anúncio ocorreu no mesmo contexto em que o presidente se deslocou para a cidade para participar de um Conselho Extraordinário de Segurança. Durante a reunião, o governo discutiu a situação provocada pelas ações atribuídas às ACSN e as medidas para conter novos episódios de violência.

A ordem presidencial veio após os ataques registrados na cidade e em áreas próximas, incluindo a queima de veículos e os bloqueios da Troncal del Caribe. Segundo reportagens locais, as autoridades relacionam os episódios à reação da organização armada à operação que matou seus integrantes.

Operação contra as ACSN

José Luis Pérez Villanueva, o “Cholo”, era apontado pelas autoridades como um dos principais integrantes das ACSN e responsável por atividades financeiras da organização. A Presidência colombiana afirmou que ele também era investigado por sua participação em rotas de tráfico de drogas com destino à América Central.

O balanço oficial da operação aponta ainda a apreensão de dez fuzis, dois lançagranadas, duas pistolas, oito granadas e outros materiais de guerra.

O episódio amplia a tensão entre o governo colombiano e as ACSN, estrutura armada considerada pelas autoridades como ligada ao narcotráfico e com atuação na região da Sierra Nevada de Santa Marta e em áreas dos departamentos de Magdalena, La Guajira e Cesar.

As autoridades colombianas mantêm operações na região enquanto acompanham os efeitos dos bloqueios e das ameaças contra a população. Até o momento, o balanço divulgado oficialmente indica sete integrantes das ACSN mortos e três capturados na operação realizada em Santa Marta.


Fontes consultadas: Presidência da República da Colômbia, que divulgou o balanço oficial da operação, e Caracol Radio, que acompanhou a situação em Santa Marta e os desdobramentos do Conselho Extraordinário de Segurança. Também foram consultados El País, El Espectador e Noticias Caracol para cruzamento das informações.