Mulher é procurada pela polícia suspeita de golpes de mais de R$ 1 milhão em Minas Gerais
Investigação aponta que documentos e dados bancários de parentes, amigos e conhecidos teriam sido utilizados em operações financeiras sem autorização
25/09/2026 19:28
Por Prime Rádio - Uma mulher de 28 anos é procurada pela Polícia Civil de Minas Gerais, suspeita de envolvimento em uma série de golpes que teriam causado prejuízo superior a R$ 1 milhão em Itanhandu, no Sul do estado. Segundo a investigação, pelo menos cinco vítimas já foram identificadas.
A Justiça decretou a prisão preventiva de Luana Oliveira Franco da Rosa. A ordem foi cumprida em 16 de setembro, quando policiais foram até a residência da investigada, mas ela não foi localizada. Segundo os investigadores, a mãe informou que a filha não estava no imóvel.
De acordo com a Polícia Civil, entre as operações investigadas estão financiamentos de veículos realizados em nome de terceiros sem o conhecimento ou consentimento dos titulares. A suspeita também teria solicitado dinheiro emprestado a pessoas próximas, com a promessa de devolução dos valores, o que, segundo os relatos apresentados à polícia, não teria ocorrido.
Documentos e dados bancários
A investigação indica que a suspeita teria se aproximado principalmente de amigos, familiares e conhecidos para obter documentos pessoais, celulares e informações bancárias.
Segundo os investigadores, os pedidos eram apresentados sob diferentes justificativas, incluindo supostos problemas cadastrais, pagamento de dívidas e outras despesas. Em alguns casos, as vítimas teriam realizado reconhecimento facial e entregue o próprio celular à investigada.
Uma das pessoas que teria sido vítima é uma mulher de 72 anos, que conhecia a suspeita havia mais de dez anos e mantinha proximidade com ela. A Polícia Civil apura se outras pessoas também foram prejudicadas.
Defesa afirma que investigada pretende se apresentar
Em declaração divulgada pela EPTV, a defesa de Luana afirmou que ela compareceu voluntariamente à Delegacia de Polícia de Itanhandu em 3 de setembro para prestar esclarecimentos e que não teria se recusado a colaborar com as autoridades.
Os advogados também contestam a necessidade da prisão preventiva e afirmam que foram adotadas medidas judiciais para que a investigada possa responder às acusações em liberdade. A própria suspeita informou à EPTV que pretendia se apresentar à polícia acompanhada de seu advogado em 25 de setembro.
Até o momento, a Polícia Civil continua investigando o caso e busca identificar eventuais novas vítimas. As suspeitas ainda serão analisadas no curso da investigação e do processo judicial.
Caso segue sob investigação
O caso tramita na Justiça de Itanhandu. A investigação apura possíveis crimes relacionados às operações financeiras atribuídas à suspeita.
Pessoas que tenham informações sobre o paradeiro da investigada ou que suspeitem ter sido vítimas podem procurar a Polícia Civil para registrar ocorrência e apresentar documentos relacionados aos fatos.
Fontes: Metrópoles, reportagem publicada em 24 de setembro de 2026; g1 Sul de Minas/EPTV, reportagem publicada em 24 de setembro de 2026.

