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Taxa de desemprego cai para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, revela IBGE

Resultado representa recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio; população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas

Taxa de desemprego cai para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, revela IBGE
Carteira de Trabalho -desemprego Divulgação / Agência Brasil

Por Prime Rádio - A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (29).



O resultado representa uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio, quando a taxa de desocupação estava em 5,6%. Na comparação com o mesmo período de 2025, também houve recuo de 0,3 ponto percentual, já que a taxa registrada naquele período era de 5,6%.

De acordo com o levantamento, a população desocupada ficou em aproximadamente 5,8 milhões de pessoas. O número representa uma redução de 4,6%, ou 281 mil pessoas, em relação ao trimestre de março a maio de 2026, quando havia cerca de 6,1 milhões de pessoas desocupadas.

População ocupada atinge recorde

A população ocupada chegou a 103,5 milhões de pessoas no trimestre encerrado em agosto. Segundo os dados divulgados, esse foi o maior contingente registrado pela série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012.

Em relação ao trimestre encerrado em maio, houve crescimento de 0,8%, equivalente à entrada de 774 mil pessoas na população ocupada. Na comparação anual, o aumento foi de 1%, ou cerca de 1,1 milhão de pessoas.

Entre os setores que contribuíram para o aumento da ocupação estão a indústria geral, que registrou crescimento de 2%, com 265 mil pessoas a mais, e a construção, que avançou 4,1%, com acréscimo de 306 mil trabalhadores.

Emprego com carteira assinada

O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões de pessoas. Segundo o levantamento, trata-se do maior contingente registrado na série histórica.

O número permaneceu estável tanto na comparação com o trimestre anterior quanto em relação ao mesmo período de 2025.

Já a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores. No trimestre encerrado em maio, a taxa era de 37,3%. No mesmo período de 2025, estava em 38%.

Rendimento médio chega a R$ 3.777

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.777 no trimestre encerrado em agosto. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior e apresentou crescimento de 3,7% na comparação com o mesmo período de 2025.

A massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$ 385,6 bilhões. O valor representa aumento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e de 4,8% na comparação anual.

A população desalentada, formada por pessoas que não estavam procurando trabalho por acreditar que não conseguiriam encontrar uma ocupação, ficou em 2,4 milhões. O número permaneceu estável na comparação trimestral, mas recuou 11,9% em relação ao mesmo período de 2025.

Os dados divulgados nesta terça-feira fazem parte da PNAD Contínua Mensal. O calendário oficial do IBGE registra 29 de setembro de 2026 como a data de divulgação dos resultados referentes a agosto.


Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Agência Brasil; InfoMoney.