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Petrobras confirma boa qualidade do petróleo encontrado em segundo reservatório na Foz do Amazonas

Nova descoberta ocorreu no poço Morpho, na costa do Amapá; estatal afirma que análises do primeiro reservatório confirmaram a qualidade do óleo encontrado

Petrobras confirma boa qualidade do petróleo encontrado em segundo reservatório na Foz do Amazonas
Magda Chambriad, presidente da Petrobras, faz coletiva de imprensa para falar sobre segunda descoberta na bacia da Foz do Amazonas — Foto: Bruno Rosa

Por Prime Rádio - A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. O novo intervalo portador de petróleo foi identificado durante o prosseguimento da perfuração do mesmo poço onde a companhia havia encontrado petróleo em agosto.



Segundo a estatal, a nova ocorrência está em uma região mais profunda do poço. A identificação foi feita por meio de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidas durante a operação. A Petrobras informou que as análises do novo intervalo ainda estão em andamento.

A companhia também confirmou que as análises realizadas sobre a descoberta anunciada em agosto permitem classificar o petróleo encontrado naquele primeiro reservatório como de boa qualidade. A informação foi divulgada pela própria Petrobras em comunicado nesta sexta-feira.

O poço Morpho, identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS, está localizado no bloco FZA-M-59, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A área apresenta lâmina d'água de 2.886 metros. A Petrobras é operadora do bloco e possui 100% de participação na área.

A descoberta desta sexta-feira representa o segundo intervalo portador de petróleo identificado no mesmo poço. De acordo com a Petrobras, a continuidade da perfuração teve como objetivo justamente investigar formações mais profundas e ampliar o conhecimento sobre os sistemas petrolíferos da Bacia da Foz do Amazonas.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que determinados dados técnicos do poço, incluindo informações relacionadas à profundidade, permanecerão sob sigilo pelo período previsto para dados de poços. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelece período de sigilo de dois anos, contado a partir da conclusão do poço, para esse tipo de dado técnico.

Apesar das novas descobertas, ainda não há uma estimativa pública definitiva sobre o volume total de petróleo existente na área nem confirmação de uma reserva comercialmente explorável. A identificação de petróleo em um poço exploratório precisa ser seguida por estudos e avaliações para determinar a extensão da acumulação e sua eventual viabilidade técnica e econômica.

A Petrobras informou que continuará a perfuração do Morpho e a avaliação das formações encontradas. As amostras coletadas serão submetidas a análises laboratoriais e integradas aos demais dados obtidos durante a operação.

A exploração de petróleo na Foz do Amazonas ocorre em meio a debates sobre o potencial energético da Margem Equatorial e os impactos ambientais da atividade. No fim de setembro, o Ministério Público Federal apresentou novo recurso contra a exploração no bloco FZA-M-59, questionando aspectos do licenciamento ambiental e os riscos associados à atividade.

A Petrobras afirma que a atuação na região faz parte de sua estratégia de exploração de novas fronteiras para recomposição de reservas de petróleo e gás. A companhia também declara que as atividades são realizadas seguindo medidas de segurança e proteção ambiental.


Fontes consultadas:

Agência Petrobras — nova descoberta de petróleo na costa do Amapá

Agência Brasil — Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo em poço da Margem Equatorial

Agência Nacional do Petróleo (ANP) — período de sigilo dos dados técnicos