Petrobras confirma boa qualidade do petróleo encontrado em segundo reservatório na Foz do Amazonas
Nova descoberta ocorreu no poço Morpho, na costa do Amapá; estatal afirma que análises do primeiro reservatório confirmaram a qualidade do óleo encontrado
02/10/2026 16:35
Por Prime Rádio - A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) uma nova descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. O novo intervalo portador de petróleo foi identificado durante o prosseguimento da perfuração do mesmo poço onde a companhia havia encontrado petróleo em agosto.

Segundo a estatal, a nova ocorrência está em uma região mais profunda do poço. A identificação foi feita por meio de perfis elétricos, indícios em rocha e amostras de fluidos obtidas durante a operação. A Petrobras informou que as análises do novo intervalo ainda estão em andamento.
A companhia também confirmou que as análises realizadas sobre a descoberta anunciada em agosto permitem classificar o petróleo encontrado naquele primeiro reservatório como de boa qualidade. A informação foi divulgada pela própria Petrobras em comunicado nesta sexta-feira.
O poço Morpho, identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS, está localizado no bloco FZA-M-59, a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá. A área apresenta lâmina d'água de 2.886 metros. A Petrobras é operadora do bloco e possui 100% de participação na área.
A descoberta desta sexta-feira representa o segundo intervalo portador de petróleo identificado no mesmo poço. De acordo com a Petrobras, a continuidade da perfuração teve como objetivo justamente investigar formações mais profundas e ampliar o conhecimento sobre os sistemas petrolíferos da Bacia da Foz do Amazonas.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que determinados dados técnicos do poço, incluindo informações relacionadas à profundidade, permanecerão sob sigilo pelo período previsto para dados de poços. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabelece período de sigilo de dois anos, contado a partir da conclusão do poço, para esse tipo de dado técnico.
Apesar das novas descobertas, ainda não há uma estimativa pública definitiva sobre o volume total de petróleo existente na área nem confirmação de uma reserva comercialmente explorável. A identificação de petróleo em um poço exploratório precisa ser seguida por estudos e avaliações para determinar a extensão da acumulação e sua eventual viabilidade técnica e econômica.
A Petrobras informou que continuará a perfuração do Morpho e a avaliação das formações encontradas. As amostras coletadas serão submetidas a análises laboratoriais e integradas aos demais dados obtidos durante a operação.
A exploração de petróleo na Foz do Amazonas ocorre em meio a debates sobre o potencial energético da Margem Equatorial e os impactos ambientais da atividade. No fim de setembro, o Ministério Público Federal apresentou novo recurso contra a exploração no bloco FZA-M-59, questionando aspectos do licenciamento ambiental e os riscos associados à atividade.
A Petrobras afirma que a atuação na região faz parte de sua estratégia de exploração de novas fronteiras para recomposição de reservas de petróleo e gás. A companhia também declara que as atividades são realizadas seguindo medidas de segurança e proteção ambiental.

Fontes consultadas:
Agência Petrobras — nova descoberta de petróleo na costa do Amapá
Agência Brasil — Petrobras faz 2ª descoberta de petróleo em poço da Margem Equatorial
Agência Nacional do Petróleo (ANP) — período de sigilo dos dados técnicos
