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Lula pede voto de idosos e Flávio Bolsonaro defende “voto de protesto” no último dia de campanha

Presidenciáveis realizaram os últimos atos em São Paulo antes da abertura das urnas; Lula caminhou pela capital paulista, enquanto Flávio participou de motocarreata no interior do Estado

Lula pede voto de idosos e Flávio Bolsonaro defende “voto de protesto” no último dia de campanha
Lula no centro de SP e Flavio no interior paulista: últimas agendas antes da abertura das urnas — Foto: Maria Isabel Oliveira e Edilson Dantas

Por Prime Rádio - A campanha presidencial de 2026 chegou ao último dia neste sábado (3), menos de 24 horas antes da abertura das urnas para o primeiro turno. Em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram de atos com apoiadores e reforçaram suas estratégias para a reta final da disputa.



Lula realizou uma caminhada pela região da Avenida Paulista, na capital paulista, acompanhado de aliados, entre eles Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, e as candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Durante o ato, o presidente pediu que eleitores com mais de 70 anos comparecessem às urnas, embora o voto seja facultativo para essa faixa etária.

“Ninguém pode se considerar incapaz com 70 anos”, afirmou Lula durante o discurso, em referência à participação dos eleitores idosos. Segundo a cobertura do ato, a campanha petista vinha direcionando parte de sua comunicação aos aposentados e beneficiários que dependem do salário mínimo.

Durante o evento, Lula também mencionou as investigações envolvendo o Banco Master e citou o empresário Daniel Vorcaro, além de fazer críticas a adversários políticos. As referências ocorreram no contexto dos questionamentos envolvendo o banco e pessoas relacionadas ao caso.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, encerrou sua agenda em São Paulo com uma motocarreata entre Santa Bárbara d'Oeste e Americana, no interior do Estado. O candidato do PL participou do ato ao lado do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputa a reeleição, além de candidatos ao Senado apoiados pela aliança.

No encerramento da motocarreata, Flávio pediu aos apoiadores que comparecessem às urnas e utilizou a expressão “voto de protesto”. O candidato também voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e fez acusações contra integrantes de instituições públicas. Algumas dessas acusações foram registradas pelas fontes como declarações feitas sem apresentação de provas.

O senador também afirmou que uma eventual reeleição de Lula poderia resultar em novas indicações ao STF e apresentou essa possibilidade como uma preocupação de sua campanha. As declarações fazem parte das críticas que o candidato vem dirigindo ao Judiciário durante a campanha.

A economia também permaneceu entre os temas explorados pelos candidatos na reta final. Na propaganda eleitoral, Flávio concentrou parte de seu discurso no custo de vida e no endividamento da população, enquanto a campanha de Lula utilizou diferentes ações e programas do governo como parte de sua comunicação eleitoral.

Os dois candidatos afirmaram, durante seus últimos atos em São Paulo, ter expectativa de vitória no primeiro turno. A declaração representa a posição manifestada pelas próprias campanhas e não constitui resultado eleitoral. A votação ocorrerá neste domingo (4).

Com o encerramento da campanha de rua neste sábado, candidatos e partidos entram na fase imediatamente anterior à votação. A partir da abertura das urnas, o resultado dependerá dos votos registrados e posteriormente contabilizados pela Justiça Eleitoral.


Fontes consultadas para a apuração: UOL – cobertura dos últimos atos de Lula e Flávio Bolsonaro; CNN Brasil – cobertura da reta final da campanha; Band/Estadão Conteúdo – motocarreata de Flávio Bolsonaro no interior de SP; Folha de S.Paulo – encerramento da propaganda eleitoral.