Trump diz que Putin concordou em liberar diesel russo para o mercado global
Presidente dos Estados Unidos afirma que fornecimento poderá ajudar a reduzir os preços dos combustíveis para agricultores, pecuaristas e caminhoneiros; anúncio ocorre em meio à alta dos preços da energia.
09/10/2026 17:30
Por Prime Rádio - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que chegou a um acordo com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para ampliar a oferta de diesel russo no mercado global. Segundo Trump, o fornecimento deverá ocorrer em etapas e tem como objetivo contribuir para a redução dos preços do combustível, especialmente para agricultores, pecuaristas e caminhoneiros.

De acordo com informações publicadas pela Associated Press (AP) e pelo jornal Folha de S.Paulo, que repercutiu reportagem do Financial Times, Trump anunciou o entendimento após uma conversa telefônica com Putin. A iniciativa ocorre em um cenário de pressão sobre os preços dos combustíveis e de preocupação com a disponibilidade global de derivados de petróleo.
Fornecimento deverá ocorrer em etapas
Segundo o anúncio de Trump, a Rússia deverá fornecer inicialmente mais de 300 mil toneladas de diesel, seguidas por outras 500 mil toneladas em novembro e mais 1 milhão de toneladas posteriormente. O presidente americano também mencionou a entrega de outras 3 milhões de toneladas em um período relativamente curto, condicionada à capacidade das refinarias russas.
As quantidades anunciadas indicam uma possível ampliação significativa da oferta de diesel. No entanto, os prazos efetivos de entrega, as condições comerciais e os compradores envolvidos ainda precisam ser esclarecidos.
Em declaração divulgada pelo Kremlin, Putin afirmou que a Rússia está disposta a fornecer petróleo e derivados aos mercados americano e global. Segundo o governo russo, os dois presidentes também discutiram a guerra na Ucrânia, a situação envolvendo o Irã e questões das relações bilaterais.
Objetivo é reduzir os custos do combustível
Trump declarou que a redução dos preços para os americanos, especialmente para produtores rurais e profissionais do transporte rodoviário, é uma de suas prioridades. O diesel tem importância direta para o funcionamento de máquinas agrícolas, o transporte de mercadorias e diferentes atividades da cadeia de abastecimento.
Uma eventual ampliação da oferta internacional poderá contribuir para aliviar a pressão sobre os preços. Entretanto, o impacto dependerá do volume efetivamente disponibilizado, da logística de distribuição, da demanda e das condições do mercado internacional.
Até o momento, o anúncio não permite afirmar qual será a redução dos preços nas bombas nem quando os consumidores poderão perceber eventuais efeitos. Também não foram esclarecidos publicamente todos os detalhes sobre o pagamento e a distribuição dos volumes mencionados.
Acordo ocorre em meio a tensões diplomáticas
A iniciativa representa um movimento relevante na relação energética entre Washington e Moscou. Desde a invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, os Estados Unidos e outros países ocidentais adotaram medidas para restringir atividades econômicas e receitas energéticas da Rússia.
A possibilidade de ampliar o fornecimento de combustíveis russos ao mercado internacional levanta questões sobre a aplicação das sanções e os efeitos econômicos e diplomáticos da decisão. O anúncio também ocorre em um período de pressão sobre o governo americano para conter os custos de energia antes das eleições legislativas de novembro.
A confirmação dos termos do acordo, a execução das entregas e a evolução dos preços serão fatores importantes para avaliar os resultados concretos da iniciativa.
Por enquanto, as declarações dos dois presidentes indicam disposição para ampliar o fornecimento russo de derivados de petróleo, mas os efeitos sobre o mercado dependerão da implementação das medidas anunciadas.

Fontes consultadas
Associated Press (AP) —
Trump diz que os EUA receberão diesel da Rússia em meio à alta dos preços dos combustíveis
.Folha de S.Paulo —
Trump fecha acordo com Putin para liberar diesel russo no mercado global
