cover
Tocando Agora:

CLIQUE E ACESSE O PRIME DIÁRIO  

Trump defende que Ucrânia tenha novo presidente após críticas de Zelensky a acordo sobre diesel russo

Presidente dos Estados Unidos critica Volodymyr Zelensky após o líder ucraniano contestar a flexibilização de sanções para a comercialização de combustível russo; divergência amplia tensão entre Washington e Kiev.

Trump defende que Ucrânia tenha novo presidente após críticas de Zelensky a acordo sobre diesel russo
Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas na Casa Branca — Foto: Alex WROBLEWSKI / AFP

Por Prime Rádio - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (10) que chegou a hora de a Ucrânia ter um novo presidente. A declaração foi feita após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticar um acordo anunciado por Washington para permitir o fornecimento de diesel russo ao mercado internacional.



Trump justificou suas declarações alegando que Zelensky não teria aproveitado oportunidades para negociar o fim da guerra com a Rússia. Em conversa com jornalistas, o presidente norte-americano defendeu a escolha de uma nova liderança ucraniana que, segundo ele, estivesse disposta a chegar a um acordo.

A manifestação ocorreu um dia depois de Trump anunciar um entendimento com o presidente russo, Vladimir Putin, para ampliar a oferta de diesel no mercado, em meio à alta dos preços dos combustíveis e às dificuldades de abastecimento internacional.

Zelensky critica acordo com a Rússia

Na sexta-feira (9), Zelensky manifestou descontentamento com a decisão de Washington. Para o presidente ucraniano, permitir que a Rússia amplie a comercialização de combustíveis representa uma medida que pode favorecer financeiramente Moscou enquanto a guerra continua.

Em declarações divulgadas nas redes sociais, Zelensky classificou a decisão como um sinal negativo por parte de parceiros que, segundo ele, deveriam contribuir para o encerramento do conflito. O líder ucraniano argumentou que a receita obtida com as vendas de combustíveis poderia ajudar a Rússia a sustentar suas operações militares.

A divergência ocorre em um momento de negociações diplomáticas sobre o conflito iniciado com a invasão russa em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Trump responsabiliza ataques ucranianos a refinarias russas

Ao responder às críticas, Trump também acusou Zelensky de desconsiderar pedidos norte-americanos para interromper ataques contra instalações russas de produção de combustíveis.

Segundo o presidente dos Estados Unidos, os ataques ucranianos a refinarias e estruturas ligadas ao diesel contribuem para pressionar a oferta e elevar os preços internacionais. Trump afirmou que havia orientado Zelensky a evitar ataques contra essas instalações, embora tenha dito que a Ucrânia poderia agir contra a Rússia em outros contextos.

O governo ucraniano, por sua vez, considera legítimos os ataques a determinadas instalações energéticas russas que contribuem para o esforço de guerra de Moscou. A posição faz parte da estratégia de Kiev para atingir recursos e estruturas que sustentam a capacidade militar russa.

As declarações de Trump evidenciam uma divergência sobre a estratégia para pressionar a Rússia e sobre as condições que devem orientar as negociações para encerrar a guerra.

Acordo prevê ampliação da oferta de diesel

O entendimento anunciado por Trump na sexta-feira envolve o fornecimento de diesel russo ao mercado internacional. Em publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano afirmou que a Rússia disponibilizaria inicialmente mais de 300 mil toneladas do combustível, com volumes adicionais previstos para os meses seguintes.

A iniciativa foi apresentada por Trump como uma medida para aliviar a pressão sobre os preços dos combustíveis. O anúncio ocorre em meio a dificuldades no mercado internacional de energia, agravadas pelas tensões geopolíticas e pelos efeitos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

A flexibilização de restrições relacionadas ao setor energético russo representa uma mudança relevante na política de pressão econômica adotada contra Moscou desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia.

No entanto, especialistas ouvidos pela Associated Press apontam que a redistribuição de diesel russo, por si só, pode ter efeito limitado sobre os preços, uma vez que não necessariamente amplia de forma significativa a oferta global de combustíveis refinados.

Repercussão diplomática e próximos passos

A troca de declarações ocorre em um momento delicado para as relações entre os governos norte-americano e ucraniano. Washington participa de esforços diplomáticos para buscar uma solução para a guerra, enquanto Kiev insiste na necessidade de garantias de segurança e de medidas que impeçam a Rússia de continuar suas operações militares.

A crítica de Zelensky ao acordo sobre o diesel e a resposta de Trump acrescentam um novo ponto de tensão às negociações. Ainda não é possível afirmar quais serão os efeitos concretos do episódio sobre as conversas diplomáticas ou sobre o apoio norte-americano à Ucrânia.

A declaração de Trump sobre a necessidade de um novo presidente ucraniano expressa sua posição política, mas não altera, por si só, o mandato ou o processo constitucional de escolha da liderança da Ucrânia.

O episódio mantém em evidência o desafio de conciliar interesses econômicos, estratégias militares e negociações diplomáticas em busca de uma saída para o conflito.


Fontes confiáveis

1. Associated Press (AP) / CBS News — Trump diz que a Ucrânia precisa de um novo presidente e critica Zelensky. Reportagem publicada em 10 de outubro de 2026, com informações sobre as declarações de Trump, as críticas de Zelensky e o acordo sobre o diesel russo.

2. Reuters — Zelensky afirma que permitir a venda de diesel russo aos EUA é um investimento na guerra. Reportagem de 9 de outubro de 2026 sobre a reação do presidente ucraniano ao anúncio do acordo.

3. Euronews — Trump diz que a Ucrânia precisa de um novo presidente após Zelensky condenar acordo sobre combustível russo. Publicada em 10 de outubro de 2026, contextualiza o confronto verbal entre os dois líderes.