EUA denunciam prisões na Venezuela de suspeitos de ‘planejar’ assassinato de Maduro
Ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, explicou que os presos estavam envolvidos em conspirações através do planejamento de ações criminosas e terroristas para atacar o sistema de governo
*Com informações da AFP e EFE

A líder da oposição María Corina Machado, que aspira a ser candidata nas eleições presidenciais apesar de ter sido inabilitada, relatou intimidação à sua campanha após a sede de seu partido, Vente Venezuela, ter sido pichada com o slogan “Fúria Bolivariana”. Washington expressou solidariedade à oposição. “Apelamos ao fim do assédio por motivação política, incluindo os ataques às sedes de campanha da oposição e a todos os esforços para reprimir as aspirações democráticas do povo venezuelano através do medo e da intimidação”, destaca o Departamento de Estado.
Na terça-feira, 23, o ministro da Defesa de Venezuela, Vladimir Padrino, explicou que os militares que foram presos foram “envolvidos em conspirações através do planejamento de ações criminosas e terroristas para atacar o sistema de governo legitimamente constituído, as autoridades e as instituições do Estado e do povo venezuelano”. Essas ações, segundo destacado, incluíram “o assassinato do primeiro mandatário nacional”, o que representa “atos de traição à pátria”, razão pela qual o grupo de 33 militares, composto por 29 homens e quatro mulheres, foi oficialmente expulso da FANB. Padrino havia antecipado na terça-feira que as Forças Armadas seriam contundentes contra os “traidores”, por considerar que “o engano e a deslealdade implicam na violação das leis de honra militar”.
