PF investiga associação criminosa por venda de mel falsificado
Suspeitos produziam 15 toneladas por mês de xarope de açúcar para comercializar como “mel floral”
A Polícia Federal (PF), deflagrou na manhã desta quarta-feira, 21, a operação Xaropel II que investiga a falsificação de mel e do registro do Sistema de Inspeção Federal (SIF) em Campestre, Minas Gerais. A associação criminosa produzia 15 toneladas por mês de xarope de açúcar e comercializava como “mel floral” em Minas Gerais e São Paulo. Segundo a PF, estima-se que o grupo lucrou cerca de R$ 4 milhões com a ilegalidade no último ano. “Com o intuito de ludibriar o consumidor, a associação criminosa inseria até favos de mel verdadeiros em algumas embalagens do produto, mas o favo era completamente preenchido com o xarope industrial, extremamente doce e menos propenso à cristalização. Apurou-se que o açúcar invertido era adquirido por aproximadamente 3 reais o quilo e, após a fraude, com a colocação da embalagem falsificada, o “mel” fake era vendido no varejo por até 60 reais/kg – um ágio de 2.000%”, explicou o órgão, em nota.

