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STF estabelece prazo de 60 dias para conciliação em acordos de leniência na Lava Jato

Audiência entre entes públicos e empresas foi mediada pelo ministro da Suprema Corte André Mendonça

STF estabelece prazo de 60 dias para conciliação em acordos de leniência na Lava Jato
STF estabelece prazo de 60 dias para conciliação em acordos de leniência na Lava Jato (Foto: Reprodução)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou nesta segunda-feira, 26, que as partes – e em especial os entes públicos – terão 60 dias para chegar a um consenso sobre os acordos de leniência originados da Operação Lava Jato, com o acompanhamento da Procuradoria-Geral da República (PGR). A audiência de conciliação ocorreu na Primeira Turma da Corte pela manhã. O ministro também suspendeu nesse período a aplicabilidade de qualquer medida em razão de eventual mora, de empresas, no adimplemento das obrigações financeiras até então pactuadas. A audiência que reuniu empreiteiras e representantes de órgãos públicos é proveniente de uma ação ajuizada pelos partidos Psol, PCdoB e Solidariedade. De acordo com as legendas, os pactos foram realizados antes do Acordo de Cooperação Técnica (ACT), que ocorreu antes de 6 de agosto de 2020, que visa sistematizar regras para o procedimento e que, desta forma, haveria ilicitudes na realização dos acordos.


André Mendonça destacou a importância dos acordos de leniência como ferramenta para combater à corrupção, afirmando que a conciliação proposta não servirá para que ocorra um “revisionismo histórico”. De acordo com ele, o objetivo é assegurar que as empresas negociem com entes públicos com base nos princípios da boa-fé, da mútua colaboração, da confidencialidade, da razoabilidade e da proporcionalidade. Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que considera importante a abertura de diálogo, assim como o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Bruno Dantas, que ressaltou a relevância da instituição para fiscalizar o andamento dos acordos. Estiveram presentes representantes de empresas como Novonor (antiga Odebrecht), J&F e Braskem, além dos advogados da Petrobras e do Fundos de Pensão da Caixa Econômica Federal (Funcef).


  • Por Adrielle Farias
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  • 26/02/2024 18h37 - Atualizado em 26/02/2024 18h40